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Confiar em Deus

Por Sumara Macêdo

Hoje em dia temos muitas preocupações, ansiedades e não conseguimos compreender o trabalhar de Deus em nossas vidas, por estarmos perdendo tempo com os sentimentos que não são nossos, mas que o inimigo planta em nossas vidas.

Em Êxodo 14: 13-15 diz: “Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estais quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre; O Senhor pelejará por vós, e vos calareis. Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de Israel que marchem.

 Deus prometeu aos Israelitas que ia lutar por eles, mas o povo tinha a obrigação de avançar pela fé em direção ao mar. Deus luta pelos seus à medida que estes andam pela fé e em obediência a Sua Palavra. Confiantes e perseverantes devemos ser, esperando no Senhor Jesus as suas providências.

Quando o povo estava no deserto, Deus supria as suas necessidades em tudo. Cada dia Ele reservava um maná especial, mas o povo com sua incredulidade, se preocupando com o amanhã, queria guardar o maná para o dia seguinte, e veja o que Deus disse quanto a isso por meio de Moisés no capítulo 16, versos 19,20: “E disse-lhes Moisés: Ninguém dele deixe (do maná) para amanhã. Eles, porém, não deram ouvidos a Moisés; antes, alguns deles deixaram dele para o dia seguinte; e aquele criou bichos e cheirava mal...”. Assim é quando queremos antecipar as bênçãos de Deus. Para cada dia Deus tem o devido sustento.

Então, não devemos temer as barreiras e dificuldades que surgem a nossa frente, elas são, simplesmente, a vontade permissiva de Deus para nós, e elas têm alguns propósitos, seja de nos ensinar algo, de nos conceder experiências maiores com nosso Pai, entre outras.

As bênçãos de Deus seguirão em nossas vidas em tempo e a tempo. Você verá em breve todas as promessas feitas por Deus sendo cumpridas em nome de Jesus, mas siga em frente, sem se preocupar com o amanhã. Deus proverá tudo o que você precisa.

Que Deus nos abençoe... 

Celebrando a Gratidão

Por Kedma Araújo

VERSÍCULOS:

“Dêem graças ao Senhor, porque Ele é bom! O amor e a bondade de Deus não acabam nunca.” (1 Crônicas 16.34)

“Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (1ª Tessalonicenses 5.18)

HISTÓRIA:

Certa vez Jesus andava pelo caminho, quando uns homens se aproximaram dele. Aqueles homens estavam doentes. Eles eram vítimas de hanseníase, uma terrível doença de pele, na época, chamada lepra. Naquele tempo não havia tratamento para esse tipo de doença e as pessoas que ficavam enfermas eram retiradas da cidade, e tinham que ficar longe de suas famílias, de sua casa. Quando alguém se aproximasse, elas deveriam gritar bem alto: “imundo, imundo...”, que quer dizer “sujo, impuro”, para que as pessoas se afastassem. Aqueles homens ouviram falar de Jesus e esperavam ansiosamente o dia em que pudessem encontrá-lo. Quando ouviram dizer que Jesus se aproximava, não ligaram para as regras nem para os homens, e correram até Jesus. Eles sabiam que Jesus é o Filho de Deus e tem poder de curar os doentes e sarar suas feridas, eles sabiam que Jesus é amoroso e bom. Ao se aproximarem de Jesus se ajoelharam e falaram bem alto: “Senhor, cura-nos”. Jesus ficou muito comovido ao ver aqueles homens, pois o Senhor conhece nosso coração e nossos sentimentos. Ele sabia o quanto eles eram infelizes. Então Jesus ordenou que fossem curados e a doença imediatamente desapareceu. Aquela pele machucada e cheia de cicatrizes foi transformada em uma pele lisinha e limpa igual à pele de uma criança. Após se apresentarem ao sacerdote, apenas um daqueles homens voltou para agradecer ao Mestre por tão grande amor. Os outros nem se lembraram de dizer obrigado.

PARA PENSAR:

Somos ensinados a pedir, solicitar, lutar por nossos direitos, mas pouco incentivados a agradecer. Compreender a importância de agradecer é reconhecer que Deus cuida de nós. E que Ele faz isso nos protegendo e providenciando o sustento, a paz, a família, os amigos, etc. Quando somos gratos ao companheiro que nos ajudou, reconhecemos também que ele está sendo usado pelo Pai para nos auxiliar e proteger, além de tornar nosso dia mais especial. Devemos manter uma atitude de gratidão no nosso dia-a-dia: sejamos gratos a Deus pelo alimento, pela provisão, saúde e também por todos aqueles que participam de nossa vida: pais, professores, pastores, amigos. Quantos milagres Deus têm feito em nós, e nós não temos demonstrado gratidão? Gratidão sempre deve fazer parte da nossa vida!

Exercite sua capacidade de dizer “obrigado”.

Você já deu o seu melhor hoje?

Por Jonara Gonçalves

Já reparou como sempre "damos o nosso pior" pra ajudar? Quando fazemos um pouco além do "limite" (por nós estabelecido) e cremos que já está "mais ou menos bom" nos sentimos o máximo! Inclusive há àqueles que pensam que não se pode ajudar muito mesmo, porque senão "fulano" acostuma, ou senão "beltrano" não dá valor nas coisas. Queremos satisfazer-nos com esse "dom" de querer ensinar na marra às pessoas a darem valor nas coisas com nossa mísera ajuda.


Quando separamos roupas pra doar, são elas as mais velhas, do tempo da vovó ou furadinhas. Sapatos então nem se fala! São àqueles com a sola descolada, sem palmilha, com o salto todo arranhado e/ou sem cadarço. Com todo este "amor" pela obra social, ainda dizemos: - Só tem que consertar aqui, acolá, ali, etc. Não temos a capacidade de comprar um sapato novo, uma blusa nova ou doar algo literalmente novo para os que necessitam.

Nós somos egoístas! Cristãos com vendas nos olhos. Tão preocupados com nosso dia-à-dia que mal vemos aquele mendigo na porta de nosso trabalho. Não vemos aquela criança vendendo bala no semáforo e se por um acaso vemos, fechamos o vidro e fazemos o comentario: "Vê se isso tem idade pra trabalhar"!
Somos mesquinhos, reclamamos de nosso presente, mas não fizemos nada no passado que nos garantisse um bom presente, e se continuarmos assim podemos ter certeza de que o futuro não será diferente.

A bíblia nos ensina a "fazer aos demais tudo aquilo que queríamos que fizessem por nós". Não é o que eles nos fazem, e sim o "que quereis" que vos façam. Sabe aquele presente que você gostaria de ganhar? Então, exatamente isso! Conceder à alguém a felicidade de "ganhar" aquilo que sonhou, desejou e planejou ter.
Vemos uma pessoa necessitada e logo pensamos, "a igreja deveria ajudar"! Literalmente (irresponsavelmente) nos excluímos do corpo de Cristo, da igreja do Senhor, e falamos como uma terceira pessoa, totalmente alheia àquele diálogo. Mas devemos ter cuidado, pois quem atua assim acaba se tornando um peso morto, uma perna quebrada, um braço ferido, um olho de vidro no corpo de Cristo.

Somos uma geração egoísta, mesquinha, pobre de humildade e rica em soberba e orgulho. Estou certa de que alguns crentes poderiam atravessar um rio à nado com um sonrisal na mão, e chegar do outro lado com o comprimido intacto. Engraçado? Nem tanto; seria cômico se não fosse trágico. Evangélicos que gastam com "marcha de Gezuz", com shows, compram bíblias de R$ 900,00, um DVD e/ou cd de R$25,00 e doam "lixo" aos necessitados.

Deus é mesmo onisciente e já havia previsto que a misericórdia dEle se renovaria sobre nós a cada manhã, porque somos sempre negligentes com nossa própria família, com a sociedade e principalmente com o corpo de Cristo.Mas não precisa ser assim. Não tem que ser assim. Um mundo melhor, depende de nós!

Fonte: http://www.pulpitocristao.com/2010/03/ja-destes-seu-melhor-hoje.html

Por que devemos ler a Bíblia?


Ev. Márcio Klauber Maia


Todo cristão precisa praticar a vida de Cristo. O cristianismo é, em sua essência, uma prática de vida; não é possível alguém declarar-se cristão se não quiser por em prática a mensagem de Cristo. Para que este cristão possa ser praticante do evangelho de Cristo, precisa conhecer o que Cristo ensinou e viveu, a fim de imitá-lo.

Logo, isto aponta para a grande fonte de revelação da pessoa de Jesus Cristo e da sua mensagem: a Bíblia, a Palavra de Deus. Somente ela pode nos indicar o caminho a seguir, rumo a uma vida de conformidade com a vontade de Deus.

A leitura da Bíblia
é, portanto, uma necessidade premente do cristianismo. Não quero dizer apenas que é importante ler a Bíblia, mas que é algo essencial e necessário. O conhecimento de Deus, adquirido através da leitura da Bíblia é algo profundamente indispensável para o cristão; não é uma questão de escolha ou prazer, apenas; é uma questão de sobrevivência!

A Bíblia emprega uma linguagem simbólica, muitas vezes, para apresentar a si mesma, para que, por meios dos símbolos, possamos conhecer melhor o efeito da leitura do texto sagrado, em nossas vidas. Um destes símbolos é apresentado pelo apóstolo Tiago: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era” (Tg 1.23,24).

Tiago esta querendo nos apresentar o poder revelador da Palavra de Deus. Ele queria nos mostrar como a Bíblia é eficaz em mostrar quem somos, e como estamos, a fim de que possamos buscar um aperfeiçoamento, através da correção d
os nossos atos e atitudes, conforme a orientação bíblica. Por esta razão, compara a Bíblia a um espelho.

Pensemos na utilidade de um espelho, e o quanto ele faz parte da nossa vida. Levantamos pela manhã e quem é a primeira imagem que procuramos? O espelho! Ou melhor, a nossa imagem refletida no espelho. Imagine um adolescente, em cuja face começam a sair espinhas. Quantas vezes, por dia, ele olha-se no espelho? E a mocinha arrumando-se para encontrar-se com o namorado? E a irmã aprontando-se para uma festa de casamento? E o senhor, cuja cabeça começa a branquear e as rugas começam a aparecer? Quantas vezes por dia, ou por hora, eles consultam o espelho? Como podemos avaliar a nossa aparência, sem o espelho?

Como saberemos se estamos adequadamente vestidos, ou se a roupa está combinando com os acessórios? De que maneira poderemos verificar se estamos bem penteados ou se o cabelo está bem dividido ou a gravata não está torta? Como podemos identificar se limpamos completamente o rosto ou se não ficou algo sujo na boca, no rosto ou nos dentes, se não consultarmos o espelho? E como que regularidade o consultamos? Será que uma rápida olhada no espelho, só de passagem, para uma consulta ligeira, uma vez por semana, é suficiente? Se nos olhamos demoradamente pela manhã, ao nos vestirmos, isso já será suficiente pelo resto do dia? Ou nos miramos no espelho todas as vezes que achamos que algo está fora de lugar? Quem resiste ao apelo de uma verificação do seu visual, sempre que se depara com um espelho?

Precisamos, de igual modo, avaliarmos a nossa “aparência espiritual” constantemente, através da Bíblia Sagrada. Uma olhada rápida no texto áureo da lição dominical não é suficiente; somente a leitura “oficial” que fazemos nos cultos, também não. Sendo a Bíblia um espelho, e tendo, cada um de nós, a necessidade de verificar a nossa situação, para corrigirmos os nossos “desvios de rota”, precisamos consultar o nosso “espelho divino” diariamente, constantemente.

Somente através desta leitura cotidiana da Bíblia e da aplicação diária de suas verdades em nossas vidas poderemos identificar as nossas falhas e debilidades e, assim, buscar a ajuda do Senhor para corrigirmos a nossa atitude diante dele. Sem isto, vamos viver sem saber se estamos agradando a Deus, ou se o desagradamos.

Os segredos do sucesso e da felicidade no namoro cristão - Parte 2

Por Harlyson Silva


Continuando a nossa conversa, seguem outras dicas para que você possa ter êxito nessa área tão importante de sua vida...

5. Tenha amigos. Tenha boas amizades, saudáveis e duradouras, pessoas de confiança com quem você pode compartilhar sua intimidade (mas que seja do mesmo sexo. Nada de amizades coloridas!). Por incrível que pareça, o fato de ter bons amigos é crucial e decisivo para a manutenção e o sucesso do namoro. Lembre-se que seu(sua) companheiro(a) será seu melhor amigo(a)! Então, se você nunca teve boas amizades, também nunca terá um bom namoro (desculpe a franqueza...). Olha o que a bíblia diz sobre isso:

Provérbios 17:17 O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão.

Provérbios 18:24 O homem que tem muitos amigos, tem-nos para a sua ruína; mas há um amigo que é mais chegado do que um irmão.

Provérbios 27:9 O óleo e o perfume alegram o coração; assim é o doce conselho do homem para o seu amigo.

João 15:13 Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.

Lembre-se que a amizade com o Senhor Jesus é indispensável. Ele deve ser seu melhor amigo:

João 15:14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu (Jesus) vos mando. 15:15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer.

E, por último, se você leu até aqui querendo saber finalmente quando você poderá fazer do(a) seu(sua) namorado(a) uma fonte de felicidade, sinto decepcioná-lo(a), mas a verdade é que você não deve fazer isso. VOCÊ é quem tem a incumbência de fazer o outro feliz. Depois de ter encontrado felicidade no Senhor, em si mesmo e no que você faz, ser uma boa pessoa, você terá felicidade suficiente para fazer seu(sua) companheiro(a) feliz. Você tem que ter o que dar antes de receber. É claro que você também será feliz no seu namoro, mas isso é uma conseqüência, é o retorno de todo seu investimento. Tenha certeza que, quando uma pessoa procura outra para fazer dela motivo de felicidade, ela se decepciona, pois ninguém foi feito para fazer alguém feliz. Mas quando uma pessoa decide fazer outra feliz, ela nunca se decepcionará, pois tudo só depende dela mesma! Lembrando sempre que o maior segredo para o sucesso e a felicidade no namoro é a presença do Espírito Santo. Ele é quem tem o poder de fazer duas pessoas serem felizes. Isso não é promessa de que momentos difíceis não virão, mas que teremos sempre a ajuda infalível dEle quando esses momentos vierem.


Não esqueça, Deus é o maior interessado em sua felicidade sentimental, entregue a Ele o seu coração e Ele cuidará de tudo.

Os segredos do sucesso e da felicidade no namoro cristão - Parte 1

Por Harlyson Silva

Quantos jovens, quantos rapazes e moças hoje não procuram um relacionamento duradouro, em que possa ser feliz e encontrar estabilidade sentimental? Mas o que deveria ser uma coisa boa e agradável tem decepcionado muitas pessoas e causado marcas profundas. Um namoro nunca será um “mar de rosas”, mas ele pode sim nos proporcionar momentos alegres, sempre na presença do Senhor Jesus. Então, onde e como podemos encontrar essa “alegria”? Podemos, à luz da bíblia e com um pouco de bom-senso, observar algumas dicas:

1. Não tenha um namoro para ser feliz. Procure a felicidade no Senhor Jesus. Ele deve ser a fonte primeira de toda felicidade, todo deleite, todo gozo. Somente nEle você pode se sentir completo; nEle, seu coração encontrará prazer, e a felicidade do seu coração transformará seu semblante, te proporcionando uma sensação de bem-estar e uma boa aparência. Olha como o rei Davi é um exemplo nesse aspecto:

Salmos 43:4 Então irei ao altar de Deus, a Deus, que é a minha grande alegria; e ao som da harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.

Salmos 98:4 Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra; dai brados de alegria, regozijai-vos, e cantai louvores.

Salmos 100:2 Servi ao Senhor com alegria, e apresentai-vos a ele com cântico.

Salmos 119:77 Venham sobre mim as tuas ternas misericórdias, para que eu viva, pois a tua lei é o meu deleite.

Salmos 119:92 Se a tua lei não fora o meu deleite, então eu teria perecido na minha angústia.

O profeta Jeremias também:

Jeremias 15:16 Acharam-se as tuas palavras, e eu as comi; e as tuas palavras eram para mim o gozo e alegria do meu coração; pois levo o teu nome, ó Senhor Deus dos exércitos.

Mas olha o que acontece com quem busca os deleites mais do que o Senhor:

Tito 3:3 Porque também nós éramos outrora insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias paixões e deleites, vivendo em malícia e inveja odiosos e odiando-nos uns aos outros.

Tiago 4:1 Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?

Tiago 4:3 Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.


2. Você deve achar a felicidade em si mesmo. Você precisa gostar do que você é, do que você faz, até mesmo das suas obrigações. Se você não “se ama”, como poderá amar outra pessoa? Se você não é feliz, como poderá transmitir felicidade?... Tenha planos, projetos, objetivos a serem traçados na vida. Tenha uma paixão, algo que goste de fazer quando está a sós ou com os amigos, seja tocar um instrumento, cantar, pintar, praticar um esporte...achar alegria em si mesmo é conseqüência de achar alegria no Senhor. Releia os versículos acima.

Provérbios 9:8 O que adquire a sabedoria é amigo de si mesmo; o que guarda o entendimento prosperará.

3. Faça alguma coisa. Mexa-se! Estude, adquira conhecimento e sabedoria; tenha um emprego; corra atrás dos seus objetivos para realizá-los; faça algo e seja útil na casa do Senhor, participe de atividades! Além de te fazer amadurecer, tudo isso fará com o que você tenha o que compartilhar no seu namoro.

4. Seja obediente aos seus pais e os honre. Lembre-se que honrar os pais é um mandamento bíblico com promessa de muitos dias na terra:

Êxodo 20:12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

Quem não honra os pais, corre o risco de morrer cedo e deixar o cônjuge viúvo logo... e fique certo disto: você será o cônjuge amanhã o(a) filho(a) que você é hoje. Isso significa que, se você desrespeita seus pais, fará o mesmo com o(a) seu(sua) esposo(a). E nem adianta dizer que não vai. No namoro, talvez até dê para segurar, mas, no casamento, as mascaras cairão. A desculpa de que você só grita seus pais porque eles não te compreendem, mas com o(a) namorado(a) é diferente, também não vale. Após o casamento e com o passar de um pouco de tempo, as coisas se “normalizarão” e você voltará às velhas práticas, criando contendas e destruindo seu casamento.


Na próxima postagem continuaremos a nossa conversa. Por hora... vá orando e esperando no SENHOR!!!

OS SÍMBOLOS DAS ESCRITURAS



Márcio Klauber Maia
Texto Base: 1Cor 10.1-6;11

A linguagem simbólica, na Bíblia, tem a função didática: é utilizada para tornar mais claro o significado de uma expressão. Através de coisas materiais, do nosso cotidiano, podemos conhecer, em figuras, verdades espirituais mais profundas. A Bíblia emprega uma linguagem simbólica, muitas vezes, para apresentar a si mesma, para que, por meios dos símbolos, possamos conhecer melhor o efeito da leitura do texto sagrado, em nossas vidas.

a) Espelho
Um destes símbolos é apresentado pelo apóstolo Tiago: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era” (Tg 1.23,24).
Tiago esta querendo nos apresentar o poder revelador da Palavra de Deus. Ele queria nos mostrar como a Bíblia é eficaz em mostrar quem somos, e como estamos, a fim de que possamos buscar um aperfeiçoamento, através da correção dos nossos atos e atitudes, conforme a orientação bíblica. Por esta razão, compara a Bíblia a um espelho.
A utilidade do espelho
Pensemos na utilidade de um espelho, e o quanto ele faz parte da nossa vida. Levantamos pela manhã e quem é a primeira imagem que procuramos? O espelho! Ou melhor, a nossa imagem refletida no espelho. Imagine um adolescente, em cuja face começam a sair espinhas. Quantas vezes, por dia, ele olha-se no espelho? E a mocinha arrumando-se para encontrar-se com o namorado? E a irmã aprontando-se para uma festa de casamento? E o senhor, cuja cabeça começa a branquear e as rugas começam a aparecer? Quantas vezes por dia, ou por hora, eles consultam o espelho?
Como podemos avaliar a nossa aparência, sem o espelho? Como saberemos se estamos adequadamente vestidos, ou se a roupa está combinando com os acessórios? De que maneira poderemos verificar se estamos bem penteados ou se o cabelo está bem dividido ou a gravata não está torta? Como podemos identificar se limpamos completamente o rosto ou se não ficou algo sujo na boca, no rosto ou nos dentes, se não consultarmos o espelho?
E como que regularidade o consultamos? Será que uma rápida olhada no espelho, só de passagem, para uma consulta ligeira, uma vez por semana, é suficiente? Se nos olhamos demoradamente pela manhã, ao nos vestirmos, isso já será suficiente pelo resto do dia? Ou nos miramos no espelho todas as vezes que achamos que algo está fora de lugar? Quem resiste ao apelo de uma verificação do seu visual, sempre que se depara com um espelho?
O uso do “espelho” espiritual
Precisamos, de igual modo, de avaliarmos a nossa “aparência espiritual” constantemente, através da Bíblia Sagrada. Uma olhada rápida no texto áureo da lição dominical não é suficiente; somente a leitura “oficial” que fazemos nos cultos, também não. Sendo a Bíblia um espelho, e tendo, cada um de nós, a necessidade de verificar a nossa situação, para corrigirmos os nossos “desvios de rota”, precisamos consultar o nosso “espelho divino” diariamente, constantemente.
Somente através desta leitura cotidiana da Bíblia e da aplicação diária de suas verdades em nossas vidas poderemos identificar as nossas falhas e debilidades e, assim, buscar a ajuda do Senhor para corrigirmos a nossa atitude diante dele. Sem isto, vamos viver sem saber se estamos agradando a Deus, ou se o desagradamos.

b) Alimento
O profeta Jeremias faz uma declaração simbólica a respeito da Palavra de Deus, dizendo: “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome me chamo, ó SENHOR, Deus dos Exércitos” (Jr 15.16). Há um símbolo semelhante no livro do Apocalipse, quando o anjo dá um livro ao apóstolo e ele o come, e é doce à sua boca, mas torna-se amargo no ventre (Ap 10.8-10).
Porque nos alimentamos?
Há pelo menos duas realidades que envolvem a degustação de alimentos: prazer e nutrição. Prazer é o deleite que é produzido ao saborear um delicioso alimento. Diz respeito à sensação agradável provocada pela ingestão de guloseimas e outras iguarias. Nutrição diz respeito ao valor nutritivo dos alimentos. São os ingredientes necessários à manutenção da vida do corpo e que nos dão sustento e saúde.
Prazer
São muitos os cursos e as técnicas utilizadas para extrair os melhores sabores dos alimentos, com a finalidade de preparar os melhores pratos, para atrair os amantes da boa culinária. Cozinheiros famosos fazem sucesso pela capacidade de preparar as melhores iguarias. Isto tudo pelo grande prazer de degustar um bom alimento. Dois sentidos do corpo humano são utilizados neste processo: o olfato identifica o cheiro dos alimentos e o paladar o sabor. Juntos, enviam ao cérebro os impulsos que identificam o aroma e o sabor.
Imagine aquele prato especial que a mamãe prepara e que tanto nos agrada! O simples fato de trazê-lo à memória nos causa uma sensação de desejo e salivação. Quando sentimos o agradável odor que ele exala e percebemos o sabor prazenteiro que possui, comemos com muita satisfação e alegria. A sensação de gozo é que nos leva a querer repetir o processo. Razão pela qual sempre aceitamos o convite para degustar aquele prato.
Como é triste uma pessoa que perdeu o paladar ou o olfato, e não consegue mais sentir o cheiro e saborear o gosto dos alimentos. Quase sempre, quando sentimos fastio e perdemos o prazer pela comida, isto está associado a uma doença ou mal-estar. Pode ser uma gripe forte, que afeta o olfato, ou alguma inflamação ou reação alérgica, que altere o sabor dos alimentos à nossa boca, e que nos faz perder o prazer de degustá-los.
A leitura da Palavra de Deus deve produzir também uma sensação agradável ao nosso espírito. O salmista declara, a respeito do homem bem-aventurado no Salmo 1: "...tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (v.2). O salmista também afirma: “Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia” (Sl 119.77). Ele não está falando que lê a Bíblia porque está sendo obrigado por alguém ou pela exigência do cargo ou compromisso, mas de um leitor movido pelo prazer da leitura da Palavra de Deus.
Nutrição
A outra realidade envolvida no alimento é a nutrição. Tratam-se dos nutrientes, fornecidos pelos alimentos que são fundamentais para a realização das funções vitais de cada ser vivo. Com uma boa alimentação, através de uma dieta balanceada, podemos fornecer às células do corpo não só a quantidade como também a variedade adequada de substâncias importantes para seu bom funcionamento. Às vezes, comemos um alimento que não é tão saboroso, mas sabemos que é necessário, pelo seu valor nutricional.
A Palavra de Deus é o alimento que vai fornecer à alma os “nutrientes espirituais” necessários para dar força e robustez à vida espiritual. Falando sobre a necessidade de alimento espiritual de cada um de nós, Jesus falou: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4.4). Ele também nos incentivou a trabalhar “pela comida que permanece para a vida eterna” (Jo 6.27).
Estes dois fatores se completam, no tocante à degustação dos alimentos: quando somos atraídos pelo prazer, ingerimos o alimento que nos fornece a nutrição. Isto nos dará a saúde para continuarmos com os sentidos funcionando, o que fará com que o desejo de alimentar-se não deixe de existir. Prazer e nutrição; vontade e necessidade. É um ciclo maravilhoso, responsável pela manutenção da vida.
O fastio espiritual
Se não temos prazer na leitura constante da Bíblia Sagrada, e sentimos um “fastio espiritual”, certamente temos alguma dificuldade. Uma pessoa pode não desejar comer um alimento, em geral, por duas razões: não conhece o sabor ou valor do alimento, pelo fato de nunca tê-lo provado, ou está com algum problema, que muda o sabor do alimento ou provoca fastio. Em ambos os casos, só há um remédio: ler a Bíblia. Quanto mais ler, mais conhecerá as riquezas deste tesouro e mais terá desejo de descobrir este sabor.
Por outro lado, a leitura da Bíblia fornecerá o vigor espiritual que necessita para manter um bom desenvolvimento espiritual, a fim de ter saúde para resistir aos ataques espirituais que querem debilitar o espírito e alquebrar a alma, provocando uma fragilidade diante das tentações.
Há, porém, uma grande diferença entre o alimento espiritual e o material: o alimento material produz saciedade, quando ingerido na quantidade certa, e pode provocar problemas, se ingerido em demasia. O alimento espiritual, entretanto, não possui nenhuma contra-indicação e nunca nos sentimos saciados suficientemente, porque quanto mais o buscamos, mais sentimos fome de Deus.

c) Água
A água é o composto químico mais abundante da Terra e é um elemento fundamental na constituição do corpo humano, sendo também fundamental para todas as formas de vida existentes. Sem ela não haveria vida e as dificuldades de se obter água potável para toda a população mundial tem sido uma grande preocupação para as autoridades, pois milhares de pessoas estão morrendo, a cada ano, principalmente crianças, por falta de água ou por doenças causadas pela ausência de água pura.
Limpeza e higiene
A água é também o principal elemento para a limpeza e higiene. Nada como um bom banho para eliminar toda a sujeira do nosso corpo. No banho, é importante o uso do sabonete, do shampoo, e de outros produtos de limpeza, mas nenhum deles pode substituir, de forma eficaz, a água. Por ter a capacidade de dissolver a maioria das substâncias que existem, a água é considerada um solvente universal.
Na Bíblia Sagrada temos várias referências importantes à água e algumas delas mostram porque ela é comparada à Palavra de Deus. O apóstolo Paulo escreveu aos crentes da cidade de Éfeso: “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27 – ênfase minha).
O apóstolo estava dizendo que, assim como a água é importante para a saúde e higiene do corpo, a Bíblia é importante para a saúde e higiene do espírito. Ele fala sobre a santificação: o processo de aperfeiçoamento da vida espiritual de cada crente, que é efetuado pelo Espírito Santo, através da leitura da Bíblia. A palavra de Deus é o elemento santificador, através do qual o Espírito Santo estará trabalhando em nós. Por esta razão, Jesus orou, dizendo: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).
O mundo em que vivemos está infestado de pecado. A luxúria e a impureza sexual estão presentes na mídia, permanentemente; a violência campeia em todos os lugares; guerras e inimizades são constantes no relacionamento entre as pessoas; a intolerância e animosidade estão se tornando o padrão, na relação interpessoal; a desonestidade e a corrupção viraram modelo dos que estão em evidência. Vivemos em um mundo cada vez mais pecador e estamos sujeitos a sermos influenciados por ele.
Quando lemos o jornal, ou assistimos à televisão; quando caminhamos pelas ruas, ouvindo as conversas, lendo os out-doors, vendo as revistas e relacionando-nos com as pessoas, podemos perceber a influência que o pecado quer exercer sobre a nossa vida.
Limpeza espiritual
Quando, porém, lemos a palavra de Deus, a nossa alma pode ser limpa de toda essa ação mundana e, ao invés de sermos influenciados pelo mundo, podemos influenciá-lo através da nossa vida pautada pela Bíblia Sagrada. Por isto o apóstolo Tiago recomenda-nos: “Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma” (Tg 1.21 – ênfase minha). Da mesma forma que você tem a necessidade de limpar o seu corpo todo dia, também a nossa alma e espírito têm necessidade de limpeza diária. E isto se dá com a leitura da palavra de Deus e sua meditação. Aprendamos o exemplo do salmista e façamos das suas palavras a nossa oração: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97).
De igual modo, assim como o corpo não sobrevive sem água, o espírito necessita do poder do Espírito Santo para continuar saudável. Falando sobre a vida espiritual de cada pessoa, Jesus afirmou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (Jo 7.37,38). Ele disse também à mulher samaritana: “aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (Jo 4.14).
Leia a Bíblia para ter vida, saúde e higiene espiritual. Assim como as pessoas não gostam de estar ao lado de alguém que não toma banho, por causa do mau cheiro que exala, a nossa necessidade de limpeza espiritual também pode ser notada, porque “cheira mal às narinas de Deus” e de seus santos. É isto que faz a diferença entre o crente que é espiritual e o que é carnal.

d) Luz
Ao falar sobre Deus, a Bíblia declara que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1Jo 1.5). Este paralelismo é encontrado em toda a Bíblia: luz contrapondo-se a trevas. O apóstolo Paulo declara que “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13) e que agora somos “filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas” (1Ts 5.5). Para deixar clara a oposição da luz às trevas, ele pergunta: “que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14). Por esta razão, nos convida: “noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5.8). O apóstolo Pedro também nos diz que Jesus nos “chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9).
Aquele, portanto, que anda distante de Deus e não conhece a verdade, anda em trevas. O apóstolo João afirma que alguém que diz estar na luz, mas não pratica aquilo que Deus ordenou, é mentiroso e, na verdade, anda em trevas (1Jo 1.6; 2.9,11). Ele diz isto para entendermos que só é possível enxergar a luz da verdade através dos mandamentos divinos, que são a verdadeira luz que alumia (1Jo 2.8). O que está em trevas só enxergará a realidade se houver luz sobre si. E a luz que dissipa as trevas da mentira é a Palavra de Deus, que é a verdade.
O salmista afirmou, sobre a Bíblia Sagrada: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105). O escritor do livro dos Provérbios também afirmou: “Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei, uma luz, e as repreensões da correção são o caminho da vida” (Pv 6.23). Falando sobre a capacidade de iluminação que as Escrituras Sagradas possuem, disse o salmista: “o mandamento do SENHOR é puro e alumia os olhos” (Sl 19.8). O apóstolo Pedro afirmou que a palavra dos profetas é “como a uma luz que alumia em lugar escuro” (2Pe 1.19).
Luz e liberdade
As pessoas que vivem na escuridão, não tendo a capacidade de enxergar o que está o seu redor, não possuem a liberdade de movimento e estão limitadas ao que está próximo. Não há a possibilidade de correr, de arremessar objetos à distância, de dirigir um meio de transporte, por exemplo. Os que conseguem enxergar mas não possuem conhecimento para interpretar símbolos também estão obscurecidos pela ignorância, vendo os símbolos, mas desconhecendo o significado. É assim, por exemplo, aquele que desconhece o alfabeto: enxerga, mas não interpreta. Há uma antiga fábula a respeito de seis hindus que tocavam um elefante. Um cego tocou o lado do corpo do elefante e pensou que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e imaginou que era uma grande folha de árvore. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro ainda segurou a tromba do elefante e afirmou que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda. Eles estavam tocando a mesma realidade, mas compreendiam-na de maneiras diferentes, porque não tinham a conhecimento do todo.
O homem que não conhece a Deus está aprisionado pelas trevas espirituais, precisando ser iluminado pela Palavra de Deus, para romper com a prisão. Daí porque Jesus afirmou: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).
Na idade média, quando o mundo estava imerso nas trevas da falta de conhecimento, em uma época de retrocesso do pensamento, de atraso intelectual, científico e cultural, quando a feitiçaria e a superstição dominava a razão, Deus levantou Martinho Lutero, para promover a Reforma Protestante, enfatizando a verdade das Escrituras e traduzindo a Bíblia para a língua do povo, para que todos tivessem acesso ao texto bíblico, tirando, assim, o povo do obscurantismo espiritual e religioso que os dominava.
É o conhecimento da Palavra de Deus que faz com que a luz do evangelho resplandeça sobre os que andam em trevas, porque não conhecem a Deus, pois, como disse o salmista: “a exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices” (Sl 119.130).

e) Espada
A espada é uma arma mortal e muito perigosa. Ela serve como instrumento de ataque e de defesa, e pode ser utilizada para tirar ou preservar a vida. Mesmo sendo uma arma antiga, utilizada há muitos séculos, ainda é eficaz no combate corporal, por ser rápida e silenciosa.
Na linguagem simbólica utilizada pela Bíblia Sagrada, a espada está associada, algumas vezes, com a boca, para fazer referência à palavra falada. O profeta Isaías afirmou: “fez a minha boca como uma espada aguda” (Is 49.2). A descrição que João faz de Jesus, no apocalipse, diz que “da sua boca saía uma aguda espada de dois fios” (Ap 1.16). À igreja em Pérgamo, o Senhor adverte: “arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (Ap 2.16). E na grande batalha do Armagedom, o Senhor dos senhores, marcha triunfante sobre um cavalo branco e a sua vitória é assim descrita: “os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes” (Ap 19.21).
Para falar do poder da Bíblia Sagrada, como arma utilizada nos embates espirituais, o apóstolo Paulo nos recomenda: “tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17). Ela é a principal arma da “armadura espiritual” do cristão. E para exemplificar o poder de penetração que ela possui, o escritor aos Hebreus, declara: “porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12).
A utilização eficiente da espada, como arma, entretanto, depende da habilidade daquele que a manuseia. Uma boa arma na mão de um soldado despreparado é totalmente inútil. É por esta razão que o apóstolo Paulo recomendou ao jovem obreiro Timóteo: “procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). O Espírito Santo é o instrutor, que nos orienta no uso da espada, mas se faz necessário o contato e manuseio constante com a Bíblia Sagrada, para sermos hábeis em utilizá-la, para enfrentar a batalha contra os falsos ensinos da mentira e do engano, a fim de proteger a igreja das heresias e combater os inimigos da verdade.

Bibliografia

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo, Vida Nova: 1999, 1ª edição.
DUFFIELD, Guy P., VAN CLEAVE, Nathaniel M. Fundamentos da Teologia Pentecostal. Vol 1. São Paulo: Quadrangular, 2000.

Márcio Klauber Maia é ministro do evangelho, servindo como Presidente da UMADEN – União de Mocidade da Assembléia de Deus em Natal-RN. É professor da ESTEADEB-RN. É casado e pai de quatro filhas.

Adoração, Modismo ou Necessidade?


Parece-me que adoração é a palavra mais utilizada no meio evangélico, nestes dias.
É um dos temas mais presente nos hinos que estão sendo executados nas rádios, está presente em capas de livros, em matérias de revistas, é pronunciado em reuniões nos templos e tema de sermões e artigos. Se fizermos uma pesquisa na internet, vamos encontrar uma grande variedade de links com as palavras adoração, adorar ou adorador. Livros e Bíblias têm sido lançados e muitos seminários e congressos são realizados sob esta temática.Vemos a necessidade de refletir sobre isto e perguntar: trata-se apenas de uma “onda” do momento, influenciada pela temática da maioria das canções evangélicas, embalada pela indústria e que, como outros modismos, têm “prazo de validade” e trata-se de algo passageiro, ou, de fato, é uma resposta ao anseio de uma geração que quer experimentar uma vida de mais intimidade com Deus? Trata-se de um modismo ou de uma necessidade real da igreja?
Se estivermos falando apenas de uma liturgia mais “alegre” e emotiva, em reuniões nas quais as pessoas são convidadas a se envolver de forma mais dinâmicas, batendo palmas, levantando as mãos, gritando de forma entusiasmada, ou ajoelhada, com as mãos postas, ou mesmo prostradas ao solo, como que em êxtase, tomadas pela emoção do momento, pelas palavras envolventes dos que “ministram” e embaladas pelas canções que fazem grandes declarações de amor a Deus, talvez estejamos falando apenas de um modismo.Se o comportamento deste “adorador” é apenas nestes momentos sugestivos, mas, saindo dali, sua vida continua a mesma, sem uma busca por momentos de intimidade com Deus, no seu cotidiano, se a sua leitura da Bíblia será apenas no próximo culto e os seus momentos de quebrantamento são restritos aos “cultos de adoração”, e o seu próximo encontro na “sala do trono” será apenas quando tiver outra reunião como aquela, então estamos falando apenas de um modismo; de uma forma de culto, que muitas vezes representa apenas um método que está dando certo, até que seja substituído por outro.Se estivermos falando apenas das músicas, cujas letras convidam para uma adoração ao Senhor, que falam de momentos de intimidade com Deus, por vezes até sugerindo situações de intimidade humanas, que mais parecem uma canção romântica, não levando em consideração que somos filhos e Deus é nosso Pai, mas também é Deus; se falamos de canções que falam de quebrantamento, mas que são cantadas sem nenhum compromisso, então falamos de um modismo.Se o adorador está cantando, com muita determinação, dizendo: eu estou disposto a morrer por ti, ou abro mão dos meus sonhos... abro mão da minha vida por ti, e não tem, de fato, esta disposição,está apenas repetindo uma letra vazia, sem significado. Se canta canções que dizem:a tua presença é o meu prazer, ou mesmo:tudo o que eu quero é te adorar, ou ainda:farei o que for preciso para te ver” e não busca desenvolver uma vida de adoração, de oração, de ter momentos dedicados ao diálogo com Deus, mas gasta maior tempo com a TV ou a Internet do que com sua vida devocional, não está sendo sincero, em sua adoração.Se está cantando “que diminua eu, para que tu cresças, Senhor!, ou quero me esvaziar de todos os meus títulos e de tudo o que me afasta de ti, mas está pensando no sucesso de sua “carreira ministerial e procura aparecer e estar sempre em evidência - até porque “quem não é visto, não é lembrado” - está falando de uma realidade que é muito distante da sua; assim como há pregadores que pregam o que não vivem, este adorador canta o que não faz.Não quero aqui criticar os autores dos hinos ou os que os cantam nas igrejas, mas mostrar que, se estamos cantando este tipo de hino apenas porque são os sucessos do momento e escolhemos cantá-los nas nossas reuniões porque são os que agradam os jovens e serão um atrativo a mais para os nossos cultos, então estamos falando apenas de um modismo, de uma tendência musical e literária que tem um prazo de validade determinado.Se estivermos falando de seminários e congressos que convidam preletores famosos, pagando altos cachês, os quais estão interessados em engordar a sua conta bancária e usam e abusam de técnicas de manipulação de auditório para prender a atenção dos ouvintes, exagerando nos gritos e nos “efeitos especiais”, para apresentar uma imagem de espiritualidade, que nem sempre possuem, e falam sobre o tema “adoração” apenas porque é o que mais tem despertado o interesse da maioria, então isto é apenas um modismo barato e ilusório.Se estivermos falando, entretanto, de um sentimento de desejo real por uma vida de intimidade com Deus, longe dos holofotes e dos palcos, que leve o adorador a um constante quebrantamento e submissão a Deus, através de uma vida de oração, busca e entrega, que o faça crescer em relacionamento íntimo com o Senhor, despertando um maior desejo de conhecê-lo e de engrandecer o seu nome, acima de todas as coisas, independente de estar, ou não, participando de uma reunião cuja liturgia seja propícia a isto, então estamos falando de uma real necessidade.O que devemos ter, em primeiro lugar, em nossa mente, é que uma vida de adoração é uma necessidade de todo cristão, desde que o homem deseja aproximar-se de Deus. Todos os homens e mulheres que quiseram ter uma vida de comunhão e intentaram, em seus corações, buscar a Deus, desenvolveram uma vida de oração, de quebrantamento e de adoração. Desde Abel até os dias de hoje, passando pelos “heróis da fé” do Antigo Testamento, pelos discípulos, nos primórdios da igreja, pelos reformadores e os que foram impulsionados por Deus no início do movimento pentecostal, todos experimentaram este desejo.Isto nos leva a perceber que a verdadeira adoração não é apenas um tema de canções ou uma dinâmica utilizada nos momentos de louvor, nas igrejas, onde as pessoas levantam as mãos, erguem os braços, cantam e choram. Não diz respeito apenas a estes momentos de quebrantamento ou entusiasmo coletivos. Adoração é um estilo de vida, um relacionamento constante com Deus e representa uma busca perene por agradar, conhecer e experimentar maior comunhão com o Senhor.Quando lemos sobre a vida dos grandes homens de Deus da história da igreja, que dedicavam muitas horas do dia ou da noite em intensa oração, que, mesmo sem a oportunidade de freqüentar uma escola de teologia ou de matricular-se em um seminário, ou de ter uma formação acadêmica, dedicavam horas à leitura e ao estudo da Bíblia, buscando conhecer o Senhor, e quando percebemos como buscavam a orientação de Deus para todas as coisas que intentavam fazer, e estavam em constante comunicação com Deus, quer andando, quer fazendo as tarefas diárias, quer nos seus momentos na igreja, então percebemos que esta é a vida de verdadeira adoração, da qual necessitamos.Qual o destaque quando observamos a vida de homens como Jonathan Edwards, Charles Finney, John Wesley, Gunnar Vingren e tantos outros? Sua vida de adoração e intimidade com o Senhor. Qual o segredo do sucesso de John Hide, Rees Howels e George Müller, os quais realizaram grandes feitos para o Senhor? A adoração como um estilo de vida e de total dependência no Senhor. O que levou Charles Wesley, Lutero e outros a comporem os mais belos hinos ainda hoje são cantados pelas igrejas? As muitas horas de oração e busca na presença do Senhor.Quando observamos um irmão, novo convertido, buscando o batismo com o Espírito Santo, percebemos seu desejo por experimentar o poder de Deus na sua vida. Ele busca ao Senhor, evita qualquer atividade que possa atrapalhar seu relacionamento com Deus, procura estar nas reuniões de oração, nas quais ora com intensidade, desejoso de ser batizado. Os irmãos que o auxiliam, nestes momentos, o incentivam, a fim de que ele engrandeça ao Senhor, para que receba. E este incentivo é no sentido de que ele exalte a Deus e o adore.O apóstolo Paulo recomenda, na epístola aos crentes de Éfeso: “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). Ele estava ensinando aos cristãos que eles deveriam estar completamente cheios do poder do Espírito Santo; mas, se pararmos a leitura aqui, não perceberemos o apóstolo orientando como isto pode acontecer; ele prossegue: “falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (vs. 19 e 20). Ou seja, quando estimulamos os que estão buscando o batismo, dizendo: “dê glória a Deus!”, estamos falando sobre o assunto que o apóstolo Paulo estava ensinando: o que leva o crente a ser cheio do Espírito Santo? A adoração!Quando o Senhor Jesus orientou aos discípulos sobre a descida do Espírito Santo, mandou que ficassem em Jerusalém, aguardando a promessa. E por que deveriam ficar na cidade de Jerusalém? Por causa da presença do Templo, que era o local de adoração dos judeus. Foi o que Jesus disse á mulher samaritana. Ela estava ansiosa por descobrir qual o lugar correto para adoração; em Jerusalém ou em Samaria? Jesus lhe disse: “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22). Jerusalém era o lugar da adoração. Como, porém o templo seria destruído e cada crente seria um templo, um lugar de habitação de Deus, Jesus disse: “Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai... Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (Jo 4.21,23). O segredo do batismo com o Espírito Santo é a adoração!Precisamos, com muita urgência, de pessoas que desejem viver uma vida de verdadeira adoração. Não apenas nos momentos de cânticos, nas igrejas, mas em todos os momentos da vida. Nos afazeres domésticos, na escola, no trânsito, no trabalho ou em qualquer outro lugar, buscando o Senhor, orando e exaltando-o todo o tempo. Precisamos dedicar tempo ao Senhor e desejar ardentemente a sua presença, não apenas nas “reuniões de adoração”. Adoração como um estilo musical e nos gestos pode ser um modismo que influencia a muitos; adoração como um estilo de vida é uma necessidade urgente da igreja.

Márcio Klauber Maia é Evangelista da Igreja Assembléia de Deus em Natal-RN,
Presidente da UMADEN,
professor da ESTEADEB-RN.
Autor do livro "O Caminho do adorador", publicado pela CPAD
É casado e pai de quatro filhas.